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Leite: alergia ou intolerância

 É comum se fazer algum tipo de confusão entre a alergia às proteínas do leite de vaca (APLV) e a intolerância à lactose.

Porém existem características distintas entre elas, a começar pela ocorrência. Enquanto a APLV afeta normalmente crianças pequenas, ainda no primeiro ano de vida, a Intolerância à Lactose afeta crianças mais velhas e adultos.

Os sintomas gastrointestinais, como diarreia e vômitos, podem ser comuns às duas patologias. No caso da Alergia ao Leite, os sintomas podem ser mais severos, com manifestações de congestão respiratória, edema e coceira.

O diagnóstico correto exige um minucioso exame clínico e levantamento do histórico de antecedentes do paciente. Na criança, caso os sintomas presentes não puderem ser explicados por outra causa, a tendência é considerar a possibilidade de APVL.

Lembrando que o início dos sintomas costuma coincidir com o da introdução de leite de vaca, embora, possa ocorrer a sensibilização com o consumo de leite pela mãe.

Na prática, o diagnóstico de APLV é baseado na suspeita clínica, na melhora dos sintomas após a retirada do elemento causador da sensibilização da dieta, e o no retorno dos sintomas diante de novo contato ou em situação de sensibilização provocada, feita por profissional capacitado em ambiente hospitalar controlado, com condições que possibilitem socorro imediato.

De qualquer modo, o teste cutâneo conhecido como “prick test”  de resposta imediata, e o de dosagem de IgE especifico, quando positivo, apontam para a existência de subsídio para o diagnóstico.

Mesmo em caso de resultado negativo não se pode excluir a possibilidade, porque a alergia nem sempre é IgE mediada, razão pela qual esses casos requerem conjunta com história e quadro clínico.

Diante de sintomas persistentes, baixo ganho de peso e anemia ferropriva, pode haver indicação de pesquisa de anticorpos antiendomísio e antitransglutaminase tecidual ou de endoscopia digestiva alta e baixa com múltiplas biópsias para afastar outras possibilidades, como doença celíaca e “doença de Crohn”.

No caso de intolerância à lactose, não deve ser indicada a exclusão do leite apenas com base no relato de sintomas, para evitar uma diminuição desnecessária no suprimento de cálcio na dieta, e as respectivas consequências, principalmente em relação aos ossos.

O melhor método para o diagnóstico é a dosagem de lactase na mucosa em fragmento colhido por endoscopia, que tem sensibilidade e especificidade de 95% e 100%, respectivamente.

Como se trata de um exame invasivo, e como alternativa à prova de absorção de lactose, que mede indiretamente a capacidade de digestão dessa substância, medindo a dosagem de glicemia antes e após a ingestão da substância.

Ao identificar algum sintoma, procure seu médico, ele certamente fará uma investigação detalhada através de exames para chegar a um diagnóstico preciso e, assim, orientá-lo para o melhor tratamento.

Além disso, diante de diagnóstico de alergia à proteína do leite ou intolerante à lactose, deve-se procurar a orientação de um nutricionista, que irá compor uma dieta restritiva (leite e derivados) balanceada para cada caso.

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