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GERIATRAS RECOMENDAM REPOSIÇÃO HORMONAL

 GERIATRAS RECOMENDAM REPOSIÇÃO HORMONAL


Artigo recentemente publicado no periódico The Journals of Gerontology, da Sociedade de Gerontologia e Geriatria dos Estados Unidos, recomenda o uso de terapias de reposição hormonal em homens e mulheres para prevenir e reverter a perda óssea e muscular e o declínio funcional associados ao envelhecimento. Os autores, entre eles a professora e doutora Astrid H. Hortsman, da Divisão de Endocrinologia do Departamento de Medicina Interna, da Universidade do Texas, nos EUA, afirmam que a reposição hormonal é capaz de promover o envelhecimento saudável e longevidade.

Denominado The Role of Androgens and Estrogens on Healthy Aging And Longevity, ou O Papel de Andrógeno e Estrógeno sobre Envelhecimento Saudável e Longevidade, o artigo lembra que o envelhecimento está associado a perda de hormônios sexuais em homens (andropausa) e mulheres (menopausa). No caso masculino, citam os autores, a queda de produção de testosterona, além da baixa libido, resulta da perda de massa muscular magra, massa óssea e função física, e dizem que a reposição hormonal pode revelar-se eficaz no tratamento de tais condições clínicas.

No caso das mulheres, o trabalho cita os impactos gerados pela redução do estradiol - principalmente os ossos - no organismo e lembra que as deficiências hormonais têm ajudado a predizer o estado de saúde e longevidade em pessoas mais velhas. Sem dúvida, a publicação do artigo, num dos mais respeitados periódicos nas áreas de Geriatria e Gerontologia do mundo, abre frente para o surgimento de um consenso sobre recorrer a doses extras de hormônios, como forma de combater os males associados a suas baixas.

Nos últimos anos, centenas de estudos científicos mostraram que a reposição masculina é de grande valia para homens com níveis muito baixos de testosterona. Além disso, há que levar em conta que nenhuma pesquisa conseguiu provar com rigor, até o presente, a associação entre o hormônio e o surgimento de câncer. Outro mito já derrubado pela ciência é com relação à associação entre a suplementação e o risco para doenças cardiovasculares.

Essa crença era baseada no fato de que os homens morrem mais do coração que as mulheres. Como eles têm muito mais testosterona do que elas, fez-se a associação: o hormônio da virilidade pode matar por infarto e derrame. Mas o que os trabalhos recentes mostram é justamente o contrário: a testosterona ajuda a manter o controle do açúcar no sangue (diabetes), a síndrome metabólica (fator de risco para doenças cardiovasculares) e obesidade.

Por outro lado, várias pesquisas científicas mostraram que os esteróides sexuais são essenciais para o desenvolvimento do esqueleto, bem como da manutenção da saúde dos ossos ao longo da vida adulta. E a deficiência de estrogênio na menopausa é um fator patogênico importante no desenvolvimento da osteoporose em mulheres na pós-menopausa. Um artigo publicado por especialistas do Departamento de Medicina da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, no períódico Stem Cells: Translational Medicine, lembra que nos últimos anos houve avanços consideráveis em termos de conhecimento científico de como estrogênio e, em menor grau, o androgênio, têm influência na saúde óssea. O trabalho também alerta que novos dados sobre a estrutura e função do receptor de estrogênio; e as descobertas recentes sobre o desenvolvimento e a atividade dos osteoclastos têm contribuído para uma maior compeensão dos efeitos esqueléticos de estrogênio, em homens e mulheres. Para os especialistas, estudos sobre o tratamento da osteoporose em mulheres na pós-menopausa também contribuíram no fornecimento de prova ineguívoca, a respeito do potencial da terapia de reposição hormonal, para efeitos anabólicos esqueléticos.

Fonte:http://biomedgerontology.oxfordjournals.org/content/67/11/1140

www.sobraf.org

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