51 3221.7923
  3061.5270

Síndrome da Insuficiência Androgênica Feminina

Hormônios em baixa afetam sexualidade feminina

Publicado em Saúde 
08 de março de 2013

* Notícia publicada no boletim Saúde Informa

Entre 60 mulheres com disfunção sexual atendidas no Hospital das Clínicas da UFMG, três em cada quatro apresentaram insuficiência de testosterona.

A sexualidade é um dos pilares da qualidade de vida do ser humano. Porém, parcela significativa da população não consegue se realizar plenamente nesse quesito. Estudos diversos apontam que de 20% a 50% das mulheres, por exemplo, sofrem com algum tipo de disfunção sexual. Os dados são apresentados pela ginecologista Fabiene Bernardes Castro Vale, autora de dissertação de mestrado defendida junto ao Programa de Pós-Graduação em Saúde da Mulher da Faculdade de Medicinada UFMG. No estudo, a pesquisadora investigou a frequência de alterações hormonais em 60 mulheres de 18 a 44 anos, com alguma disfunção sexual, atendidas no Ambulatório de Sexologia Ginecológica do Hospital das Clínicas da UFMG.

A avaliação hormonal destas mulheres revelou que cerca de 75% apresentavam síndrome de insuficiência androgênica feminina, caracterizada por níveis reduzidos de testosterona. “A testosterona tem ação direta em receptores específicos relacionados ao prazer e à resposta sexual feminina”, explica a médica. Dessa forma, são necessários níveis mínimos deste hormônio para que exista a ativação do centro cerebral do prazer. A queda em seus níveis, como acontece em algumas mulheres ao final dos 20 anos, tem sido demonstrada como causa da baixa de libido.

“Os mecanismos responsáveis pela resposta sexual feminina são complexos, dinâmicos e ainda não totalmente esclarecidos”, afirma Fabiene. “O que se conhece, porém, é que alterações anatômicas, desequilíbrios neuroendócrinos ou a diminuição dos hormônios sexuais podem levar à disfunção sexual”, acrescenta.

Para a ginecologista, o alto índice de mulheres afetadas por essas condições mostra que essa é uma questão que já deve ser tratada como um problema de saúde pública.“A Organização Mundial de Saúde já reconhece a sexualidade como um aspecto central nas nossas vidas, e a saúde sexual como um direito garantido a todos. Mas o assunto ainda não é visto com a importância devida”, critica.

Avanços e perspectivas

Apesar do preconceito, a medicina sexual teve um importante avanço nos últimos anos, principalmente no que se refere à saúde sexual feminina. Um dos exemplos foi o Consenso de Paris, realizado em 2002, com o intuito de debater as questões de saúde sexual contemporâneas. Entre os resultados desse encontro está a definição do que seria a disfunção sexual feminina, apontada como “desordem persistente e recorrente do desejo ou interesse sexual,da excitação subjetiva e genital, no orgasmo e dor ou dificuldade para permitir ou completar a relação sexual”.

Visão ampliada

Fabiene ressalta que fatores biológicos, como as alterações hormonais, são apenas uma parte do problema, que envolve também  fatores psicológicos e sociais. Atualmente, o modelo mais aceito para explicar a resposta sexual nas mulheres enfatiza a importância da intimidade emocional com o parceiro e a satisfação da própria percepção de desejo e necessidade sexual.

Com o objetivo de ampliar essa concepção, o estudo foi realizado com pacientes que não apresentavam problemas psicológicos, sociais ou no relacionamento. “Queríamos isolar estes fatores, para termos apenas a dimensão da influência das alterações hormonais”, explica Fabiene. Para a pesquisadora, o próximo passo é tentar quantificar essas mudanças. “Sabemos apenas que as alterações hormonais, principalmente a diminuição da testosterona livre, são freqüentes nessas mulheres”, diz. “Com esse novo dado em mãos será possível prepararmos uma melhor abordagem no tratamento”, prevê.

Autora: Fabiene Bernardes Castro Vale

Orientador: Selmo Geber

Defesa: 27/11/2012

Você também vai gostar de ler

Leite: alergia ou intolerância

Porto Alegre/RS 16/04/2013
É comum se fazer algum tipo de confusão entre a alergia às proteínas do leite de vaca (APLV) e a intolerância à lactose.
Continue lendo


Risco de morte por dengue é 12 vezes maior entre idosos

Porto Alegre/RS 16/04/2013
Segundo Ministério da Saúde, das 132 mortes por dengue registradas no Brasil em 2013, 55 ocorreram entre pessoas com mais de 60 anos de idade
Continue lendo


Serviços

  • » Instruções de coleta
  • » Serviços
  • » Exames de Rotina
  • » Exames Salivares
  • » Intolerância Alimentar
  • » Pesquisas
  • » Consultoria
  • » Exames
  • » Assessoria

Contatos

(51) 3221.7923

R. Dr. Alcides Cruz, 51 - Bairro Santa Cecília
Porto Alegre, Rio Grande do Sul - CEP 90630-160
Desenvolvido por Webproj
Agência de Marketing Digital - Criação de sites