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Estresse agrava síndrome do intestino irritável

 Quem tem a síndrome do intestino irritável se pergunta constantemente se o estresse pode agravar a sua doença intestinal. Um novo estudo , publicado no Gastroenterology, revela que esta relação é verdadeira e não apenas uma impressão (ou imaginação) dos pacientes.

De acordo com os pesquisadores da University of Michigan Health System, o estresse não causa diretamente a síndrome do intestino irritável, mas provoca alterações nas interações cérebro-intestino que induzem a inflamações intestinais, que, muitas vezes, provocam dor de barriga grave ou crônica, perda de apetite e diarreia.

Segundo os pesquisadores, o estresse suprime um componente importante que é necessário para manter a flora intestinal normal: os inflammasomes (grupo de complexos de multiproteínas). Mas esta ação danosa do estresse pode ser revertida com a ingestão de probióticos.

O organismo pode se proteger dos efeitos danosos provocados pelo estresse com a ingestão de probióticos, organismos que têm a capacidade de reverter a inibição da inflammasome. Os pesquisadores foram capazes de identificar a forma pela qual o estresse altera significativamente a composição das bactérias do intestino e o papel dos probióticos na reversão deste processo.

— No estudo, o pré-tratamento com a terapia de probióticos reduziu a inflamação no intestino delgado dos ratos de laboratório induzida pelo estresse. Ou seja, a pesquisa comprovou que o emprego de probióticos no tratamento de pacientes com síndrome do intestino irritável faz sentido — afirma o gastroenterologista Silvio Gabor (CRM-SP 47.042).

Estudos clínicos adicionais são necessários para determinar qual a terapia probiótica ideal, mas os pacientes já podem mudar seus hábitos:

— Independentemente de novos estudos, os pacientes com a síndrome do intestino irritável devem adotar estilos de vida mais saudáveis para melhorar a sua microbiota intestinal, como por exemplo, adicionar mais frutas e vegetais à dieta, além de buscar maneiras de manter o estresse sob controle — defende o médico.

Estresse x síndrome do intestino irritável

Não é totalmente claro como estresse, ansiedade e síndrome do intestino irritável estão relacionados — ou o que vem em primeiro lugar —, mas os estudos mostram que eles tendem a coexistir.

— Se você fizer entrevistas diagnósticas, o que você encontra é que cerca de 60% dos pacientes com síndrome do intestino irritável irão satisfazer os critérios para um ou mais transtornos psiquiátricos. O transtorno mais comum entre os pacientes é a ansiedade generalizada, seguido pela depressão — informa o médico.

Segundo a Anxiety Disorders Association of America, independentemente de saber se têm a síndrome do intestino irritável, as pessoas com ansiedade tendem a se preocupar muito sobre questões relativas à saúde, ao dinheiro ou à carreira. Outros sintomas da doença incluem dores de estômago, tremores, dores musculares, insônia, tontura e irritabilidade.

Visando a gestão do estresse, alguns pacientes com síndrome do intestino irritável usam técnicas de relaxamento como a respiração profunda ou meditação. Outros buscam reduzir o estresse fazendo algo agradável, como conversar com um amigo, ler ou ouvir música.

— O exercício físico regular, dormir o suficiente e adotar uma boa dieta para a síndrome do intestino irritável também ajuda a reduzir a tensão — diz Silvio Gabor.

Pacientes com a síndrome devem conversar com o seu médico (cirurgiões do aparelho digestivo, gastroenterologistas e coloproctologistas podem fazer o diagnóstico) sobre a gestão do estresse.

— Cerca de dois terços dos pacientes com a doença tendem a melhorar com mudanças na dieta e com a medicação apropriada. O outro terço, composto por pacientes com sintomas mais graves, apresenta bons candidatos à ajuda psicológica — explica o gastroenterologista.

A terapia comportamental, quando bem indicada, tem sido uma aliada para aliviar alguns sintomas da síndrome do intestino irritável para a maioria das pessoas. Este termo amplo abrange uma variedade de opções terapêuticas, incluindo a terapia de relaxamento, o biofeedback, a hipnose, a terapia cognitivo-comportamental e a psicoterapia tradicional.


Fonte ZeroHora

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